Atas do I ENCONTRO BRASILEIRO DE ECOLINGUÍSTICA

 

Nos dias 6 e 7 de julho de 2012, realizou-se no Auditório do Institutos de Ciências Humanas ((IH-ICC) da Universidade de Brasília o I Encontro Brasileiro de Ecolinguística. A abertura foi feita por Dioney Moreira Gomes, Coordenador do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP), do Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Houve a participação de estudiosos de diversos estados do Brasil bem como do exterior. Entre os últimos, houve a apresentação in absentia de um pequeno texto intitulado "Ecolinguística", de Alwin Fill, escrito especialmente para o evento, bem como  de "Una visión holística de la Naturalezacultura: el cosmoteandrismo en los glifos de las ciudades prehispánicas de habla Nahuatl", da ecolinguista italiana Francesca Zunino. Os trabalhos de modo geral se inseriram nos temas "Ecolinguística e Etnociências", "Ecologia Fundamental da Língua", "Linguística Ecossistêmica", "Ecolinguística e Sociolinguística", "Ecolinguística Crítica", "Aspectos da Teoria Ecolinguística". Os efetivamente apresentados foram os seguintes, além dos dois dos estrangeiros: 1) "Contribuições da Ecolinguística para a Etnoterminologia da língua Mundurukú (Tupi)", de Nathalia Martins Peres Costa (UnB) e Dioney M. Gomes (UnB), 2) "Análise etnossemântica dos nomes comuns de abelhas e vespas (Insecta, Hymenoptera) de importância cultural para os índios Pankararé da Aldeia Brejo dos Burgos, Bahia", de Eraldo Medeiros da Costa Neto (UEFS), 3) "Representações discursivas do ambiente ecolinguístico: O caso da fronteira Brasil-Venezuela", de Maria Ivone Alves da Silva (UER), 4) "Uma Eco-filosofia-linguística - A relação povo-língua-território na formação do conceito de propriedade",  de Samuel de Sousa Silva (UFG), 5) "O português falado na fronteira Brasil-Uruguai", de Cíntia da Silva Pacheco (UnB), 6) "Comunidade surda: Apontamentos sobre a ecologia fundamental da língua na LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais", de Kelly Pereira da Cruz (UFG), 7) "Multilinguismo, língua padrão, dialetos e linguagens especiais: reflexões sobre as ecologias linguísticas", de Ludmila Pereira de Almeida (UFG), 8) "A ecologia linguística do contado de línguas nas placas e anúncios populares", de Altair Martins Gomes (UnB), 9) "O meio ambiente dos ciganos de Aparecida de Goiânia", de Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto (UFG), 10) "O sistema linguístico como sistema ecológico- um estudo da gramática Tetun (Timor-Leste)", de Davi Borges de Albuquerque (UnB/UFS), 11) "Diversidade ecológica e linguística refletida no léxico de comunidades tradicionais", de Gilberto Paulino de Araújo (UnB), 12) "Entrelaçamento socio-histórico e linguístico entre guineense e caboverdiano", de Ulisdete Rodrigues de Sousa Rodrigues (UnB), 13) "O Jornal Nacional e seu modelo urbano na Amazônia - uma análise ecolinguística", de Roberto Lestinge (USP), 14) "O rei de Espanha foi caçar elefantes - Uma construção discursiva do evento nos media portugueses", de Rui Ramos (Universidade do Minho, Portugal), 15) "Um olhar sobre termos 'ecológicos' publicados numa revista de educação", de Sandra Lestinge (UFPI), 16) "Do ecologismo à ecologia humana", de Denize Elena Garcia da Silva (UnB), 17) "O que vem a ser Ecolinguística, afinal?", de Hildo Honório do Couto (UnB). Os trabalhos seguintes estavam inscritos, mas não foram apresentados: a) "Importância das línguas indígenas em estudos etnobiológicos - o caso do México", de Rafael Serrano González (UNAM), b) "Comunidade surda: Apontamentos sobre a ecologia fundamental da língua", de Kelly Pereira da Cruz (UFG), c) "Preconceito linguístico e Ecolinguística Crítica - entre o fazer e o dito", de Laís Carolina Machado e Silva (UFG), d) "Etnoecologia Linguística, ou etno-ecolinguística, ou ecoetnolinguística?", de Darto Vicente da Silva (UnB). Após o término das apresentações, houve uma reunião para tratar de assuntos relacionados com a política de Ecolinguística no Brasil e do que fazer doravante. Primeiro, discutiu-se sobre a data e local do II EBE. Ficou estabelecido que os encontros serão de dois em dois anos, sendo o próximo em 2014. Houve duas propostas sobre o local, uma da Universidade Federal de Goiás (Goiânia) e outra da Universidade Estadual de Roraima (Boa Vista). Diante da desistência de Goiânia, decidiu-se por ouvir a proposta da última de Roraima. Decidiu-se que se publicarão pelo menos alguns trabalhos apresentados, em forma de livro ou na revista Linguagem e sociedade, organizada pela participante do evento Denize Elena Garcia da Silva, da UnB. A decisão definitiva será tomada após sondagens a serem feitas por email. Solicitou-se a todos que enviassem o texto definitivo até em 30 dias, a fim de se ter uma ideia de como será o volume a ser publicado. Por proposta de Davi Albuquerque, que tomará a dianteira na empreitada, decidiu-se criar uma revista on-line, que publicará textos em português, em inglês ou em espanhol sobre questões ecolinguísticas. O nome da publicação será Revista Brasileira de Ecolinguística (RBE). Houve divulgação de sites, blogs e outras publicações ecolinguísticas disponíveis na internet, tais como www.ecoling.net, www.meioambienteelinguagem.blogspot.com e outros.